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JORNAL GAZETA MERCANTIL
PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS
TECNOLOGIA INCORPORADA AOS NEGÓCIOS
- Fernanda Ângelo - São Paulo


Para driblar falta de recursos, empresas compram soluções tecnológicas em formato de prestação de seviço para atualizar seus sistemas.
O faturamento é menor. O lucro também. Ainda assim, tanto quanto suas rivais de grande porte, as pequenas e médias empresas buscam incessantemente por tecnologias que as ajudem a aumentar sua produtividade. A questão é que, além do custo elevado, até bem  pouco tempo essas soluções também exigiam altos investimentos em infra-estrutura tecnológica para garantir o seu  bom funcionamento, o que inviabiliza sua adoação por empresas de menor porte.
Atentos a esse nicho inexplorado e, mais do que isso, considerando que nada menos do que  98% das empresas instaladas no Brasil são de pequeno e médio portes, de acordo com os dados do Serviço de Apoio á Micro e Pequena empresa (SEBRAE), os fornecedores de software e hardware iniciaram a venda de suas ofertas em formato de serviço, tornando-as  acessíveis também a esse segmento. Nessa mobilidade, o cliente utiliza o software mediante o pagamento de uma taxa mensal fixa, que normalmente inclui também o suporte á solução. O mercado de pequenas e médias é muito movido a custo; então, essa é uma forma de os fabricantes chegarem até elas. Mesmo sendo companhias menores, seus negócios demandam soluções de GRM (getão do relacionamento com clientes), ERP (gestão empresarial) ou qualquer outra que lhes dê a mesma produtividade e eficiência de “grande porte”, destaca Mauro Peres, country  manager da IDC Brasil.
O modelo de comercialização das soluções de tecnologia da informação (TI), conhecido pela sigla SaaS, que significa software como serviço (ou software as service, em inglês), vem ganhando força á medida que mais competidores ingressam nessa arena.
“As  empresas  de  diferentes  portes, têm preferido fazer a aquisição do software como serviço”, observa Marcelo Silva, diretor de consultoria de serviços da Symantec, fornecedora de soluções de segurança. Entre os motivos, Silva destaca  o fato de esse modelo de negócios significar redução de custos e facilidade na tomada de decisões, “Ao contrario de uma compra tradicional de software, neste caso o contrato envolve um serviço e, portanto, entra como despesa no orçamento, em vez de implicar  investimentos”, justifica o executivo.


Quinta- feira, 29 de Novembro de 2007.

 

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